2ºTrimestre 2025
Procura por imóveis residenciais segue estável no 2T25, sustentada pela demanda do Minha Casa Minha Vida
- Segmento Minha Casa Minha Vida (MCMV) sustenta o crescimento do mercado residencial de lançamentos e tem perspectivas mais otimistas de empresários do setor – 100% dos executivos entrevistados declaram ter programado novos lançamentos;
- Já segmento de médio e alto padrão (MAP) mantém uma postura mais cautelosa, influenciado pela alta taxa de juros, que restringe o acesso ao crédito e reduz o apetite dos compradores;
- Pesquisa Indicador de Confiança do Setor Imobiliário Residencial, da ABRAINC, realizada em parceria com a Deloitte, mostra que cenário de preços tem projeção de alta para ambos os segmentos.
Pelo terceiro trimestre consecutivo, o indicador de procura por imóveis residenciais permaneceu estável, de acordo com a pesquisa Indicador da Confiança do Setor Imobiliário Residencial, da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), feita em parceria com a Deloitte. Apesar dos indicadores de demanda no segmento Minha Casa Minha Vida (MCMV) terem se mostrado aquecidos no 2º trimestre de 2025, o mercado de imóveis residenciais de médio e alto padrão (MAP) apresentou retração no período.
Enquanto o indicador de vendas no segmento MCMV cresceu 2,4%, o segmento MAP teve recuo de 15,6%, com o cenário de taxa de juros em alta e encarecimento do crédito pressionando a demanda. Para o 3º trimestre, a expectativa segue mais otimista para o segmento econômico, mas ainda cautelosa para os empreendimentos de médio e alto padrão.
De acordo com o presidente da ABRAINC, Luiz França, o encarecimento do crédito afasta milhares de famílias do sonho da casa própria e compromete o ritmo de novos lançamentos. O executivo explica que a taxa média do financiamento habitacional subiu de TR + 7,4% para TR + 12,5% nos últimos quatro anos, reduzindo o poder de compra das famílias. “Essa alta diminui o público potencial que poderia comprar um imóvel de R$ 500 mil em 50%. Isso ocorre, pois, as parcelas de financiamento subiram 42% no período. A cada aumento de 1 ponto percentual na taxa, 160 mil famílias deixam de ser elegíveis ao financiamento imobiliário”, ressalta.
Ainda que o índice de vendas geral tenha recuado em relação ao período anterior, a criação da faixa 4 do MCMV sustentou não só o crescimento no segmento econômico, mas também uma visão mais positiva dos executivos que atuam nele – 100% dos entrevistados para a pesquisa afirmaram que pretendem lançar novos empreendimentos nos próximos 12 meses, enquanto 95% planejam adquirir terrenos para futuros lançamentos.
No segmento MAP as projeções são mais cautelosas: 67% dos executivos disseram ter intenção de adquirir terrenos nos próximos 12 meses, levemente acima do registrado no 1º trimestre do ano (63%). Já 76% dos respondentes sinalizaram que planejam lançar novos empreendimentos, 7 pontos percentuais abaixo do registrado no 1º trimestre do ano.
França explica que essa queda se dá devido à retração na concessão do crédito via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o que evidencia a urgência de construir uma base de funding mais estável e acessível. “O volume total de financiamento imobiliário SBPE caiu 10% no 1º semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024. Precisamos discutir alternativas viáveis que permitam a manutenção da atratividade dos financiamentos, com juros compatíveis à realidade brasileira, sob pena de comprometer o crescimento sustentável de um setor que responde por milhões de empregos e tem papel estratégico na economia nacional", reforça o presidente da ABRAINC.
Com isso, de modo geral, 89% dos executivos ouvidos indicaram que pretendem lançar ao menos um empreendimento nos próximos 12 meses, o menor percentual da série histórica. Após atingir seu segundo menor índice no fim de 2024 (75%), o indicador de perspectiva geral de aquisição de terrenos mostrou recuperação, chegando a 82%, sustentado pelo MCMV.
Na perspectiva dos preços, o cenário segue em alta, puxado principalmente pelo segmento econômico. “Pudemos observar um crescimento no indicador geral de preços de 2,8% em relação ao 1º trimestre, em boa parte devido à pressão inflacionária dos custos com insumos e mão de obra na construção civil. Para o próximo trimestre, a expectativa é de aumento nos preços em ambos os segmentos, tendência que deve permanecer para o médio e longo prazo”, afirma Claudia Baggio, sócia-líder da prática de Real Estate da Deloitte.
SOBRE A METODOLOGIA
Foram ouvidas as lideranças de 51 empresas do setor para as entrevistas do Indicador de Confiança do Setor Imobiliário. A pesquisa foi aplicada entre 30 de junho e 14 de julho de 2025. O levantamento, um termômetro do mercado imobiliário residencial, considera dados obtidos junto a construtoras e incorporadoras dos segmentos do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), de Médio e Alto Padrão (MAP) ou de ambos.
SOBRE A ABRAINC
A ABRAINC foi criada em 2013 para representar e fortalecer o setor imobiliário, contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país e aprimorar o mercado da incorporação em todo o Brasil. A entidade atua para fomentar a oferta de melhores produtos ao público, elaborar mais opções de financiamento aos compradores de imóveis, com redução de burocracias, estimular o aperfeiçoamento e a simplificação da legislação, e ser um elo de equilíbrio nas relações com o Governo, empresários e consumidores. Hoje, a ABRAINC conta com mais de 80 incorporadoras associadas, com grande relevância na economia do Brasil e atuação ativa na associação.
SOBRE A DELOITTE
A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com cerca de 460 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. Nossas pessoas proporcionam resultados mensuráveis e duradouros para ajudar a reforçar a confiança pública nos mercados de capitais e permitir aos clientes transformar e prosperar, e lideram o caminho para uma economia mais forte, uma sociedade mais equitativa e um mundo sustentável. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios. Para mais informações, acesse: www.deloitte.com.br.
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