Novembro 2025

Lançamentos imobiliários sobem 41% no 3º trimestre, impulsionados pelo Minha Casa Minha Vida
Indicadores ABRAINC/Fipe mostram forte aceleração das novas unidades e avanço real de 54% no valor lançado

Segundo os Indicadores ABRAINC/Fipe, os lançamentos imobiliários cresceram 41% no terceiro trimestre de 2025, frente ao mesmo período de 2024, impulsionados principalmente pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que registrou alta de 47% no número de unidades lançadas. O segmento de Médio e Alto Padrão (MAP) também avançou, com crescimento acima de 6%. Em termos de valor, o mercado apresentou incremento real ainda mais expressivo, com alta de 54% no período.

As vendas, por sua vez, refletiram de forma mais direta o ambiente macroeconômico restritivo, com a Selic em 15%. No terceiro trimestre, houve queda de 9% frente ao mesmo período do ano anterior, resultado associado ao encarecimento das condições de financiamento, que tem limitado a capacidade de compra das famílias e reduzido o público elegível ao crédito imobiliário, especialmente na classe média.

Apesar do recuo pontual no trimestre, no acumulado do ano as vendas seguem em terreno positivo: de janeiro a setembro, o setor registra leve alta de 1% em unidades comercializadas e de 2,4% em valor vendido.

“O setor imobiliário tem mostrado uma grande resiliência diante de um cenário econômico desafiador. Mesmo com custos financeiros elevados por um período prolongado, o mercado segue aquecido, puxado especialmente pelos resultados do Minha Casa, Minha Vida”, afirma Luiz França, presidente da ABRAINC.

O executivo destaca que o segmento de Médio e Alto Padrão tem sido particularmente afetado pelas condições atuais de crédito, que dificultam o acesso ao financiamento e reduzem a demanda da classe média. Estudos da ABRAINC indicam que o encarecimento das linhas tradicionais de financiamento nos últimos anos excluiu cerca de 800 mil famílias do crédito imobiliário, limitando o público apto a adquirir imóveis fora de programas habitacionais.

Nesse contexto, França aponta que medidas recentes oferecem perspectivas positivas, como o novo modelo de crédito imobiliário, que deve injetar cerca de R$ 35 bilhões em recursos para financiamentos a partir da liberação parcial do compulsório da Poupança; a elevação do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) para R$ 2,25 milhões; e a criação da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, que estende o programa a famílias com renda de até R$ 12 mil e imóveis de até R$ 500 mil. Essas iniciativas tendem a estimular novos projetos e podem contribuir para a retomada gradual da demanda da classe média.

MAIS INFORMAÇÕES
Loures Consultoria
Imprensa.abrainc@loures.com.br

Baixar material completo
Compartilhar: